segunda-feira, 30 de abril de 2012

Falcão - No Cume

Uma grande música, um grande intérprete. Obrigado Falcão!



No Cume

No alto daquele Cume
Plantei uma roseira
O vento no Cume bate
A rosa no Cume cheira

Quando vem a chuva fina
Salpicos no Cume caem
Formigas no Cume entram
Abelhas do Cume saem

Quando cai a Chuva grossa
A água do Cume desce
O barro do Cume escorre
o mato no Cume cresce

Então quando cessa a chuva
No Cume volta a alegria
Pois torna a brilhar de novo
O sol que no Cume ardia

quarta-feira, 25 de abril de 2012

13º Salário NUNCA Existiu!



Matemática nunca foi meu forte, mas ela contribuiu bastante nesta conclusão!
Nunca tinha pensando sobre este aspecto. Brilhante, de fato! 

Os trabalhadores ingleses recebem os ordenados semanalmente! 
Mas há sempre uma razão para as coisas e os trabalhadores ingleses, membros de uma sociedade mais amadurecida e crítica do que a nossa, não fazem nada por acaso! 

Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática, mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa. 

Lembrando que o 13º no Brasil foi uma inovação de Getúlio Vargas, o “pai dos pobres” e que nenhum governo depois do dele mexeu nisso. 

Porquê? Porque o 13º salário não existe. 

O 13º salário é uma das mais escandalosas de todas as mentiras dos donos do poder, quer se intitulem “capitalistas” ou “socialistas”, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam. 

Suponhamos que você ganha R$ 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de R$ 8.400,00 por um ano de doze meses. 
R$ 700,00 X 12 = R$ 8.400,00 

Em Dezembro, o generoso governo manda então pagar-lhe o conhecido 13º salário. 

R$ 8.400,00 + 13º salário = R$ 9.100,00 

R$ 8.400,00 (Salário anual) 
+ R$ 700,00 (13º salário) 
= R$ 9.100,00 (Salário anual mais o 13º salário) 

... e o trabalhador vai para casa todo feliz com o governo que mandou o patrão pagar o 13º. 

Façamos agora um rápido cálculo aritmético:

Se o trabalhador recebe R$ 700,00 mês e o mês tem 4 semanas, significa que ganha por semana R$ 175,00. 

R$ 700,00 (Salário mensal) 
dividido por 4 (semanas do mês) 
= R$ 175,00 (Salário semanal) 

O ano tem 52 semanas (confira no calendário se tens dúvida!). Se multiplicarmos R$ 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será R$ 9.100,00. 

R$ 175,00 (Salário semanal) 
X 52 (número de semanas anuais) 
= R$ 9.100,00 

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º salário
Surpresa!!
Onde está, portanto, o 13º Salário? 

A resposta é que o governo, que faz as leis, lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o governo só manda o patrão pagar quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas. 

No final do ano o generoso governo presenteia o trabalhador com um 13º salário, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador. 

Se o governo retirar o 13º salário dos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo. 

Daí que não existe nenhum 13º salário. O governo apenas manda o patrão devolver o que sorrateiramente foi tirado do salário anual. 

Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.

13º NÃO É PRÊMIO, NEM GENTILEZA, NEM CONCESSÃO. 
É SIMPLES PAGAMENTO PELO TEMPO TRABALHADO NO ANO!
TRABALHE PELA CIDADANIA!
CIRCULE ISSO!

O Ceará e o fantasma da seca!

A chuva abaixo da média em 2012 começa a causar prejuízos no interior do Ceará. 


De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), nas regiões do sertão central e sertão dos inhamuns, choveu 42% a menos do esperado para o mês de março. Em todo o Estado, até agora, a precipitação de abril está 70% abaixo do esperado.
Dos 138 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Estado apenas dez estão no limite máximo; ao todo, os reservatórios atingem 69,86% da capacidade. Como a chuva não chega a todas as localidades, acontece o fenômeno conhecido como "seca verde", em que a vegetação tem a pigmentação, mas não dá frutos.
No campo, as plantações não se desenvolvem e os prejuízos se acumulam. Em municípios como Morada Nova, Independência, Boa Viagem e Ibicutinga, as perdas já chegam a 80% da lavoura, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado.
A Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Ceará já prevê a liberação de recursos do programa "garantia safra" que tem cerca de 240 mil agricultores cadastrados.
Fonte:

Agricultores ocupam prefeitura de Pentecoste




24/04/2012 - Cerca de 200 agricultores de todas as comunidades de Pentecoste ocuparam na manhã desta terça-feira (24), por volta das 10h e 20 min. a prefeitura municipal.


Os manifestantes com o apoio do Sindicato dos trabalhadores e Trabalhadoras Rurais - STTR e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra - MST, tendo em vista a perca de suas plantações devido à estiagem deste ano, estão reivindicando a antecipação do Garantia Safra, distribuição de cestas básicas e a abertura de frentes de serviços.


Neste momento, a prefeitura de Pentecoste está totalmente ocupada pelos manifestantes e aguarda a presença de autoridades para formar a mesa de negociações.
Fonte:

terça-feira, 24 de abril de 2012

Prêmio World Press Photo 2012


A exposição World Press Photo, com uma seleção de 160 imagens premiadas na 55ª edição do maior concurso internacional de fotojornalismo, vai estar no Museu da Eletricidade, em Lisboa, entre 27 de abril e 20 de maio.

Esta apresentação em Portugal da 55ª edição do World Press Photo resulta de uma colaboração entre a Fundação EDP e a revista Visão, e mostrará ao público a foto vencedora e outras premiadas em cada uma das nove categorias do concurso.
O vencedor desta 55ª edição do concurso foi o fotógrafo espanhol Samuel Aranda, falecido este ano, que concorreu com um retrato de uma mulher, coberta por um véu integral, que abraça um familiar ferido em confrontos no Iémen.
A imagem foi captada dentro de uma mesquita utilizada como hospital durante os confrontos entre polícia e manifestantes contrários ao regime do presidente Ali Abdullah Saleh, tendo sido utilizada como retrato simbólico da "Primavera Árabe".
A foto captada por Samuel Aranda foi escolhida entre mais de 100 mil fotografias a concurso.
Na edição deste ano, cujo resultado foi conhecido a 10 de fevereiro, foram avaliados os trabalhos de 5.247 profissionais originários de 124 países.
Disponível em:

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Livro: "Bíblia da Sedução"

Um livro dedicado aos que se dedicam ao amor!



Alex Hilgert vem se dedicando há vários anos ao estudo da cromoterapia, do-in, psicologia, filosofia, teologia e outras áreas que o livro abrangerá. Ele mesmo, entretanto, não se tem na conta de filósofo e psicólogo. Considerando-se apenas um autodidata aplicado.
Ultimamente é tido como o mago da sedução, porque desenvolveu várias técnicas que auxiliam as pessoas a conhecer rapidamente o perfil básico da personalidade do sexo oposto.
O resultado é um livro inédito e revolucionário, concatenando conhecimentos de várias áreas para a queda vertiginosa da solidão.




quinta-feira, 19 de abril de 2012

Imagens da cidade soterrada!

Bairro Monte Castelo




                                      Bairro dos trabalhadores







                                                  Bairro Salinas




Bairro Nascer do Sol

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Patrimônio Material de Itapajé!


CAPELA DE NOSSA SENHORA DA PENHA DE FRANÇA
Itapajé





As origens de Itapajé e a capela em Santa Cruz

Itapajé, assim como muitas outras cidades cearenses, surgiu através de peregrinações dos jesuítas na intensão de catequizar a população. Por volta do ano 1607, os jesuítas Francisco Pinto e Luís Figueira encontraram índios da tribo dos Guanacés nas proximidades do atual distrito de Missi, pertencente hoje a Irauçuba. No início do século XVIII, frei Vidal da Penha desenvolvia sua missão percorrendo algumas serras do norte cearense. Por onde passava, frei Vidal fincava uma cruz de madeira para marcar os lugares que tinha evangelizado. Um desses lugares foi Santa Cruz de Uruburetama (hoje um distrito de Itapajé).

No final do século XVIII,o Ceará ainda passava por um processo de propagação da religiosidade. Por isso, existiam poucas instituições religiosas, tendo o estado apenas 14 paróquias. Foi exatamente nessa época que o Ceará ganhou duas novas capelas: a primeira era a de Nossa Senhora da Penha de França, em Santa Cruz de Uruburetama, no ano de 1793; a segunda, a de São Francisco das Chagas em Canindé, no ano de 1795 (embora tenha sido projetada em 1775 pelo português Francisco Xavier Medeiros). Ambas pertenciam à Paróquia de Fortaleza.

Apesar de ser mais nova, a capela de Canindé conseguiu sua elevação à Matriz antes que a capela de Santa Cruz. Esse fato ocorreu em 11 de agosto de 1817 pelo bispo de Olinda Dom Frei Antônio de S. José Bastos. Sendo assim, Santa Cruz, que antes pertencia à Paróquia de Fortaleza, agora pertencia à Paróquia de Canindé, que se estendia desde o oeste, até a serra de Uruburetama, onde fazia divisa com a Paróquia de São Bento da Amontada (que corresponde nessa área à Itapipoca).

Alguns documentos dão maior comprovação da subordinação da capela da Santa Cruz à Paróquia de Canindé. Existem muitos assentos de casamentos e batizados, porém, destacaremos o do Capitão Manuel Rodrigues Barreto com Luisa Francisca de Sousa:

"Aos vinte e três de novembro de 1839 pelas 5 horas da tarde, na capela de Santa Cruz de Uruburetama, Freguesia do Ceará, depois de corridos os banhos de sua naturalidade sem impedimento, confessados e examinados na doutrina cristã, o Revdo. Francisco Rodrigues Barbosa, de licensa minha, assistiu ao matrimônio de Manoel Rodrigues Barreto, viúvo de Geralda Teixeira de Matos, com Luisa Francisca de Sousa, filha legítima de João Bonfim e Joana Francisca da Conceição, despensados no segundo grau de sanguinidade, os nublentes naturais e moradores dessa Freguesia de Canindé e logo lhe dei as bênçãos nupciais na forma do Ritual Romano, presentes as testemunhas João Ferreira Gomes e João Francisca Ferreira. E para constar mandei este assento em que me assino. O vigário Manoel Thomaz Rodrigues Campêlo." (XAVIER, Padre Luis Gonzaga. Dom Aureliano Matos no centenário de seu nascimento, p. 25-26)

Outro documento que comprova o início do funcionamento da capela no dia primeiro de fevereiro de 1793, é o termo de abertura do livro de assentamentos de batizados:

"Este livro há de servir- para nelle se lançarem os assentos dos batismos que na nova capela de N. Senhora da Penha da França, cita na serra de Uruburetama fossem feitos: e vai numerado e rubricado com a firma Saldª de que uso: e o R. Capellam será obrigado a fazer os ditos assentos e para constar fiz este termo nesta serra de Uruburetama, freguesia de Fortaleza- em vista, ao primeiro de fevereiro de 1793. João José Saldanha Marinho, Visitador." (XAVIER, Padre Luis Gonzaga. Dom Aureliano Matos no centenário de seu nascimento, p. 25-26)

Somente depois de vinte e cinco anos da Paróquia de Canindé é que a capela de Nossa Senhora da Penha de França foi elevada a Matriz. Esse fato ocorreu em 3 de dezembro de 1842, pela Lei nº 262, porém só foi instituída canonicamente sete anos depois pelo bispo de Olinda D. João da Purificação Marques Perdigão. Neste mesmo ano houve a criação do município pela Lei nº 502 de 22 de dezembro.

A transferência de sede

Na primeira metade do século XIX, enquanto Santa Cruz - agora paróquia - desenvolvia-se lentamente, um pequeno arraial, no sopé da serra, passava por constante crescimento. Esse arraial chamava-se São Francisco dos Ipús (devido aos alagadiços que, em linguagem indígena, era ipús) e teve como fundador, segundo alguns historiadores, Antônio Rodrigues Martins, o "carola", no ano de 1939.

Nesse período, São Francisco dos Ipús passava por uma grande desordem, principalmente no âmbito político, o que provocou muitos confrontos. Devido a essa desordem e em meio a tantas lutas, teve o arraial um segundo nome, sendo chamado agora de Riacho do Fogo.

Mesmo com essas turbulências o arraial continuava se desenvolvendo e já começava a se destacar tanto quanto Santa Cruz. Com isso, em 19 de dezembro de 1837, o casal Francisco da Cunha Linhares e Dominga Pereira Pinto, que moravam no Riacho do Fogo, decidem doar um terreno para a construção de uma capela que ficou construída em 1847 por Francisco Miguel de Andrade, sendo ela dedicada a São Francisco de Assis.

No dia 20 de Julho de 1859, pela Lei nº 886, o presidente da Província Lafayete Rodrigues Pereira, que geria a região, comandou a fusão das localidades de Santa Cruz e Riacho do Fogo. Este fato só veio anteceder o que viria a acontecer cinco anos mais tarde.
Com a unificação das duas localidades, a região recebeu seu terceiro nome e passou a se chamar São Francisco de Uruburetama.

Devido ao grande desenvolvimento desempenhado pelo antigo Riacho do Fogo, e já que agora as duas localidades estavam juntas, o presidente da província no dia 21 de novembro de 1864, pela resolução nº 11decidiu transferir a sede da Paróquia de Santa Cruz para a capela de São Francisco de Assis, aquela que tinha sido construída em 1847 e que agora era transformada em matriz.

A capela em Santa Cruz hoje 

Hoje Santa Cruz é um distrito muito importante para Itapajé, sendo um dos mais povoados e organizados. Apesar de ser distante da sede, atrai muitas pessoas devido à sua importância histórica.

A capela de Nossa Senhora da Penha de França, com suas portas e estrutura centenárias, resiste valentemente ao tempo, já que ainda não foi feito um trabalho de restauração e também não foi desenvolvido um plano de tombamento. As poucas ações que foram promovidas na tentativa de preservação da capela foram algumas pinturas, reformas no telhado, manutenção na parte elétrica, adaptações no patamar e outras pequenas reformas que não condizem com a grandiosidade histórica que ela representa para Itapajé, já que ela foi a segunda capela do município (a primeira foi a de Nossa Senhora do Rosário e situa-se dentro do cemitério de Santa Cruz) e uma das primeiras do Ceará. A falta de informação da comunidade que trabalha na capela fez também com que muitas modificações em sua estrutura física acontecessem. Pouca coisa na capela é original: foi mudado o piso, tiraram o coro e foram feitas pequenas mudanças no altar.

Na capela existem as covas de cinco integrantes da família Bastos, uma das mais tradicionais da cidade. Uma dessas covas é a do Coronel Júlio Pinheiro Bastos, que já foi prefeito e que era praticamente o dono de Santa Cruz. Júlio Bastos foi protagonista de um polêmico episódio nessa região, quando foi acusado pelo homicídio de outro coronel, o Cel. Braga. Júlio Bastos alegava ser inocente, mas, mesmo assim, pagou uma pena de treze anos, sendo que pra onde quer que ele fosse teria que ser acompanhado por um soldado. Sedento em provar sua inocência, Júlio Bastos fez uma promessa a Nossa Senhora da Penha pedindo que fosse descoberto o verdadeiro assassino antes de sua morte. A graça foi alcançada, pois descobriram que o assassino havia sido o cunhado da vítima a mando de sua própria esposa.

Existe uma lenda entre os populares que diz que a capela cairá no primeiro dia de um indeterminado ano, mesmo assim, a época em que a capela recebe maior visitação é durante o novenário de Nossa Senhora da Penha, que dá-se do dia 23 ao dia 31 de Dezembro. Durante a festa milhares de pessoas marcam presença, principalmente na missa de encerramento que acontece no dia 1º de Janeiro. Nessa ocasião, peregrinos de toda Itapajé vão pagar sua promessas, sendo que muitos deles vão caminhando, não se importando com a distância.

Itapajé hoje dá mais importância a capela de Nossa Senhora da Penha no âmbito religioso. Assim como muito outros municípios, ainda não existe uma consciência preservacionista de seus patrimônios. Porém, alguns professores de História e alguns universitários estão se organizando para que isso não aconteça mais, pois tão necessário quanto preservar nossos patrimônios, é fazer com que a população os considerem importantes.

BIBLIOGRAFIA

BASTOS, Maria Zelândia Sales. Histórias da Minha Terra. Fortaleza: Realce, 2006.

MESQUITA, Ricardo Carneiro de. Conhecendo o Município. Fortaleza: Art & Cores, 2007.

XAVIER, Pe. Luís Gonzaga. Dom Aureliano Matos no seu centenário de nascimento, p. 25-26